segunda-feira, 4 de junho de 2012

1° A - IDFG - ESTUDO DIRIGIDO


Estudo Dirigido – 1° ano  A – IDFG
Entrega: 14/06/12

Antologia de Gregório de Matos


Grupo 1: Taisa, Taise, Thyrcia, Luiz Fernando, Fernanda, Marcone

1-      Qual a classificação da poesia abaixo e quais suas características? (1,0)

Pequei, Senhor, mas não porque hei pecado,
Da vossa piedade me despido,
Porque quanto mais tenho delinqüido,
Vós tenho a perdoar mais empenhado.
Se basta a vos irar tanto um pecado,
A abrandar-vos sobeja um só gemido,
Que a mesma culpa, que vos há ofendido,
Vos tem para o perdão lisonjeado.
Se uma ovelha perdida, e já cobrada
Gloria tal, e prazer tão repentino
vos deu, como afirmais na Sacra História:
Eu sou, Senhor, a ovelha desgarrada
Cobrai-a, e não queirais, Pastor divino,
Perder na vossa ovelha a vossa glória

·        Texto para questão 2.

Ardor em firme coração nascido;
pranto por belos olhos derramado;
incêndio em mares de água disfarçado;
rio de neve em fogo convertido:
tu, que em um peito abrasas escondido;
tu, que em um rosto corres desatado;
quando fogo, em cristais aprisionado;
quando crista, em chamas derretido.
Se és fogo, como passas brandamente,
se és fogo, como queimas com porfia?
Mas ai, que andou Amor em ti prudente!
Pois para temperar a tirania,
como quis que aqui fosse a neve ardente,
permitiu parecesse a chama fria.

2- O texto pertencente a Gregório de Matos e apresenta todas seguintes características:

(A) Trocadilhos, predomínio de metonímias e de símiles, a dualidade temática da sensualidade e do refreamento, antíteses claras dispostas em ordem direta.
(B) Sintaxe segundo a ordem lógica do Classicismo, a qual o autor buscava imitar, predomínio das metáforas e das antíteses, temática da fugacidade do tempo e da vida.
(C) Dualidade temática da sensualidade e do refreamento, construção sintática por simétrica por simetrias sucessivas, predomínio figurativo das metáforas e pares antitéticos que tendem para o paradoxo.
(D) Temática naturalista, assimetria total de construção, ordem direta predominando sobre a ordem inversa, imagens que prenunciam o Romantismo.
(E) Verificação clássica, temática neoclássica, sintaxe preciosista evidente no uso das síntese, dos anacolutos e das alegorias, construção assimétrica.


3. A preocupação com a brevidade da vida induz o poeta barroco a assumir uma atitude que:

(A) descrê da misericórdia divina e contesta os valores da religião;
(B) desiste de lutar contra o tempo, menosprezando a mocidade e a beleza;
(C) se deixa subjugar pelo desânimo e pela apatia dos céticos;
(D) se revolta contra os insondáveis desígnios de Deus;
(E) quer gozar ao máximo seus dias, enquanto a mocidade dura.

4. Fazer a interpretação dos poemas compreendidos entre as páginas 100 a 110. (1,0)





Grupo 2: Wendell, Matheus Felipe, Sávio, Amanda Skarlet, Adelson

1-      Qual a classificação da poesia abaixo e quais suas características? (1,0)

Quem a primeira vez chegou a ver-vos,
Nise, e logo se pôs a contemplar-vos,
Bem merece morrer por conversar-vos
E não poder viver sem merecer-vos.

Largo em sentir, em respirar sucinto,
Peno, e calo, tão fino, e tão atento,
Que fazendo disfarce do tormento,
Mostro que o não padeço, e sei que o sinto.

2-      Identifique a afirmação que se refere a Gregório de Matos: (1,0)

(A) No seu esforço da criação a comédia brasileira, realiza um trabalho de crítica que encontra seguidores no Romantismo e mesmo no restante do século XIX.
(B) Sua obra é uma síntese singular entre o passado e o presente: ainda tem os torneios verbais do Quinhentismo português, mas combina-os com a paixão das imagens pré-românticas.
(C) Dos poetas arcádicos eminentes, foi sem dúvida o mais liberal, o que mais claramente manifestou as idéias da ilustração francesa.
(D) Teve grande capacidade em fixar num lampejo os vícios, os ridículos, os desmandos do poder local, valendo-se para isso do engenho artificioso que caracteriza o estilo da época.
(E) Sua famosa sátira à autoridade portuguesa na Minas do chamado ciclo do ouro é prova de que seus talento não se restringia ao lirismo amoroso.

3-      A respeito da poesia de Gregório de Matos, assinale a alternativa INCORRETA: (1,0)

(A) Tematiza motivos de Minas Gerais, onde o poeta viveu.
(B) A lírica religiosa apresenta culpa pelo pecado cometido.
(C) As composições satíricas atacam governantes da colônia.
(D) O lirismo amoroso é marcado por sensível carga erótica.
(E) Apresenta uma divisão entre prazeres terrenos e salvação eterna.


4-      Fazer a interpretação dos poemas compreendidos entre as páginas 110 a 120. (1,0)


**********************************************


Grupo 3: Letycia Santos, Larissa Sampaio, Alan Plácido, Thainara, Ezequiel

1-      Qual a classificação da poesia abaixo e quais suas características? (1,0)

Isto, que o Amor se chama,
este, que vidas enterra,
este, que alvedrios prostra,
este, que em palácios entra:
[.......................................]
este, que o ouro despreza,
faz liberal o avarento,
é assunto dos poetas:
[.......................................]
Arre lá com tal amor!
isto é amor? é quimera,
que faz de um homem prudente
converter-se logo em besta
.

2-      Na obra de Gregório de Matos Guerra, a ansiedade e a aflição frente à passagem do tempo sempre levaram à idéia singular de aproveitar o presente. Em qual dos fragmentos abaixo fica evidente essa afirmação? (1,0)

(A) A vós, Divinos olhos eclipsados
de tanto sangue e lágrimas cobertos;
pois para perdoar-me estais despertos
e por não condenar-me estais fechados…


(B) Senhora Beatriz, foi o demônio,
Este amor, esta raiva, esta porfia
Pois não canso de noite nem de dia
Em cuidar desse negro matrimônio.


(C) Hoje poderei
Convosco casar
E hoje consumar
Amanhã não sei
Porque perderei
a minha saúde
e em um ataúde
me podem levar
o corpo a enterrar,
porque vos enoje:
casemo-nos hoje,
que amanhã vem longe.


(D) Pequei senhor: mas não porque hei pecado,
da vossa Alta Piedade me despido:
Antes, quanto mais tenho delinqüido,
Vos tenho a perdoar mais empenhado…


(E) Quem a pôs nesse socrócio?
Quem causa tal perdição?
E o maior desta loucura?
Notável desaventura
De um poço néscio e sandeu,
Que não sabe o que perdeu
Negócio, ambição, usura.

3-      Leia as estrofes abaixo para responder à questão.

"Que falta nesta cidade? Verdade.
Que mais por sua desonra? Honra.
Falta mais que se lhe ponha? Vergonha.


O demo a viver se exponha,
Por mais que a fama a exalta,
Numa cidade onde falta
Verdade, honra, vergonha."


Pode-se reconhecer nos versos acima, de Gregório de Matos, (1,0)

(A) o caráter do jogo verbal próprio da poesia religiosa do século XVI, sustentando piedosa lamentação pela falta de fé do gentio.
(B) o estilo pedagógico da poesia neoclássica, por meio da qual o poeta se investe das funções de um autêntico moralizador.
(C) o caráter de jogo verbal próprio do estilo barroco, a serviço de uma crítica, em tom de sátira, do perfil moral da cidade da Bahia.
(D) o caráter do jogo verbal próprio do estilo barroco, a serviço da expressão lírica do arrependimento do poeta pecador.
(E) o estilo pedagógico da poesia neoclássica, sustentando em tom lírico as reflexões do poeta sobre o perfil da cidade da Bahia.

4-      Fazer a interpretação dos poemas compreendidos entre as páginas 120 a 130. (1,0)


********************************************


Grupo 4: Ellen, Bruna, Adclan, Letícia Tawany, Kevin, Wendell Silva, Willionara

1-      Qual a classificação da poesia abaixo e quais suas características? (1,0)

Anjo no nome, Angélica na cara.
Isso é ser flor, e Anjo juntamente,
Ser Angélica flor, e Anjo florente,
em quem, senão em vós se uniformara?
Quem veria uma flor, que a não cortara
De verde pé, de rama florescente?
E quem um Anjo vira tão luzente,
Que por seu Deus, o não idolatrara?
Se como Anjo sois dos meus altares,
Fôreis o meu custódio, e minha guarda,
Livrara eu de diabólicos azares.
Mas vejo, que tão bela, e tão galharda,
Posto que os Anjos nunca dão pesares,
Sois Anjo, que me tenta, e não me guarda.

·        Texto para questão 2.

Uma só natureza nos foi dada;
Não criou Deus os naturais diversos;
Um só Adão criou, e esse de nada.


Todos somos ruins, todos perversos,
Só nos distingue o vício e a virtude
De que uns são comensais, outros adversos.
(Gregório de Matos)

2- A partir do texto pode-se concluir que: (1,0)

(A) a opção entre o bem e o mal resulta do livre-arbítrio e não da Providência divina.
(B) por obra divina, os homens são substancialmente diversos e por isso seguem caminhos distintos.
(C) os elementos negativos do homem advêm de sua origem: o nada.
(D) Deus fez os homens dotados de consciência para que pudessem distinguir o vício da virtude.
(E) somente a virtude pode eliminar a perversidade que caracteriza a natureza humana.


* Texto para a questão 3.  

Uma só natureza nos foi dada;
Não criou Deus os naturais diversos;
Um só Adão criou, e esse de nada.


Todos somos ruins, todos perversos,
Só nos distingue o vício e a virtude
De que uns são comensais, outros adversos.
(Gregório de Matos)

3- Considerando o sentido do poema, é aceitável a seguinte conclusão sobre a segunda estrofe: (1,0)

(A) como os homens podem aliar-se ao vício ou à virtude, a perversidade atinge todos eles.
(B) se todos os homens conseguissem distinguir entre o vício e a virtude, saberiam como vencer sua natureza perversa.
(C) quando se reconhece capaz de diferenciar o vício da virtude, o homem aceita o que há de ruim em seus semelhantes.
(D) embora todos os homens tenham a mesma natureza, diferenciam-se por aceitarem ou recusarem o vício e a virtude.
(E) os homens possuem uma essência maligna, portanto são adversos à virtude e somente aderem aos vícios.

4-Fazer a interpretação dos poemas compreendidos entre as páginas 130 a 140. (1,0)



Grupo 5: Milton, Willian, Gabriela, Matheus Felipe Gomes

1-      Qual a classificação da poesia abaixo e quais suas características? (1,0)

Nariz de embono
com tal sacada,
que entra na escada
duas horas primeiro
que seu dono.

Senhora Dona Bahia,
nobre e opulenta cidade,
madrasta dos naturais,
e dos estrangeiros madre.

·        Texto para a questão 2.

Uma só natureza nos foi dada;
Não criou Deus os naturais diversos;
Um só Adão criou, e esse de nada.


Todos somos ruins, todos perversos,
Só nos distingue o vício e a virtude
De que uns são comensais, outros adversos.
(Gregório de Matos)

2- Considerando o sentido do poema, é aceitável a seguinte conclusão sobre a segunda estrofe: (1,0)

(A) como os homens podem aliar-se ao vício ou à virtude, a perversidade atinge todos eles.
(B) se todos os homens conseguissem distinguir entre o vício e a virtude, saberiam como vencer sua natureza perversa.
(C) quando se reconhece capaz de diferenciar o vício da virtude, o homem aceita o que há de ruim em seus semelhantes.
(D) embora todos os homens tenham a mesma natureza, diferenciam-se por aceitarem ou recusarem o vício e a virtude.
(E) os homens possuem uma essência maligna, portanto são adversos à virtude e somente aderem aos vícios.


* Leia o poema para responder à questão.

EPÍLOGOS

Que falta nesta cidade?........................Verdade
Que mais por sua desonra?..................Honra
Falta mais que se lhe ponha?...............Vergonha
O demo a viver se exponha
Por mais que a fama a exalta,
Numa cidade onde falta
Verdade, honra, vergonha.


3- Sobre o fragmento da poesia Epílogos, de Gregório de Matos, todas as alternativas estão corretas, EXCETO: (1,0)

(A) Valeu-lhe o apelido de “Boca do Inferno”, que se refere à sua capacidade de provocação.
(B) O aspecto satírico do poema é um dos traços que contribuiu para “abrasileirar” o Barroco.
(C) Há uma tentativa de fundir o aspecto material com o espiritual, representado pelo uso de antíteses perfeitas.
(D) Tem como objetivo provocar e ridicularizar os políticos e os que viviam para bajular os poderosos.
(E) O uso das palavras “verdade”, “honra”, “vergonha” nos finais dos versos constituem um recurso de linguagem para enfatizar a mensagem.
4- Fazer a interpretação dos poemas compreendidos entre as páginas 140 a 150. (1,0)



Grupo 6: Yngrid Luzia, Ingrid Fabiana, Juliana Feitosa, Thalita Pimentel, Estephany Kivia

1-      Qual a classificação da poesia abaixo e quais suas características? (1,0)

Pequei, Senhor, mas não porque hei pecado,
Da vossa piedade me despido,
Porque quanto mais tenho delinqüido,
Vós tenho a perdoar mais empenhado.
Se basta a vos irar tanto um pecado,
A abrandar-vos sobeja um só gemido,
Que a mesma culpa, que vos há ofendido,
Vos tem para o perdão lisonjeado.
Se uma ovelha perdida, e já cobrada
Gloria tal, e prazer tão repentino
vos deu, como afirmais na Sacra História:
Eu sou, Senhor, a ovelha desgarrada
Cobrai-a, e não queirais, Pastor divino,
Perder na vossa ovelha a vossa glória


2-      Texto para questão 2.

Uma só natureza nos foi dada;
Não criou Deus os naturais diversos;
Um só Adão criou, e esse de nada.


Todos somos ruins, todos perversos,
Só nos distingue o vício e a virtude
De que uns são comensais, outros adversos.
(Gregório de Matos)

2- A partir do texto pode-se concluir que: (1,0)

(A) a opção entre o bem e o mal resulta do livre-arbítrio e não da Providência divina.
(B) por obra divina, os homens são substancialmente diversos e por isso seguem caminhos distintos.
(C) os elementos negativos do homem advêm de sua origem: o nada.
(D) Deus fez os homens dotados de consciência para que pudessem distinguir o vício da virtude.
(E) somente a virtude pode eliminar a perversidade que caracteriza a natureza humana.

3-      Leia as estrofes abaixo para responder à questão.

"Que falta nesta cidade? Verdade.
Que mais por sua desonra? Honra.
Falta mais que se lhe ponha? Vergonha.


O demo a viver se exponha,
Por mais que a fama a exalta,
Numa cidade onde falta
Verdade, honra, vergonha."


Pode-se reconhecer nos versos acima, de Gregório de Matos, (1,0)

(A) o caráter do jogo verbal próprio da poesia religiosa do século XVI, sustentando piedosa lamentação pela falta de fé do gentio.
(B) o estilo pedagógico da poesia neoclássica, por meio da qual o poeta se investe das funções de um autêntico moralizador.
(C) o caráter de jogo verbal próprio do estilo barroco, a serviço de uma crítica, em tom de sátira, do perfil moral da cidade da Bahia.
(D) o caráter do jogo verbal próprio do estilo barroco, a serviço da expressão lírica do arrependimento do poeta pecador.
(E) o estilo pedagógico da poesia neoclássica, sustentando em tom lírico as reflexões do poeta sobre o perfil da cidade da Bahia.

4-      Fazer a interpretação dos poemas compreendidos entre as páginas 120 a 130. (1,0)


******************************************

Grupo 7: Thales, Isaac, Luiza, Irving

1-      Qual a classificação da poesia abaixo e quais suas características? (1,0)

Anjo no nome, Angélica na cara.
Isso é ser flor, e Anjo juntamente,
Ser Angélica flor, e Anjo florente,
em quem, senão em vós se uniformara?
Quem veria uma flor, que a não cortara
De verde pé, de rama florescente?
E quem um Anjo vira tão luzente,
Que por seu Deus, o não idolatrara?
Se como Anjo sois dos meus altares,
Fôreis o meu custódio, e minha guarda,
Livrara eu de diabólicos azares.
Mas vejo, que tão bela, e tão galharda,
Posto que os Anjos nunca dão pesares,
Sois Anjo, que me tenta, e não me guarda.

·        Texto para questão 2.

Uma só natureza nos foi dada;
Não criou Deus os naturais diversos;
Um só Adão criou, e esse de nada.


Todos somos ruins, todos perversos,
Só nos distingue o vício e a virtude
De que uns são comensais, outros adversos.
(Gregório de Matos)

2- A partir do texto pode-se concluir que: (1,0)

(A) a opção entre o bem e o mal resulta do livre-arbítrio e não da Providência divina.
(B) por obra divina, os homens são substancialmente diversos e por isso seguem caminhos distintos.
(C) os elementos negativos do homem advêm de sua origem: o nada.
(D) Deus fez os homens dotados de consciência para que pudessem distinguir o vício da virtude.
(E) somente a virtude pode eliminar a perversidade que caracteriza a natureza humana.

* Texto para a questão 3.  

Uma só natureza nos foi dada;
Não criou Deus os naturais diversos;
Um só Adão criou, e esse de nada.


Todos somos ruins, todos perversos,
Só nos distingue o vício e a virtude
De que uns são comensais, outros adversos.
(Gregório de Matos)

3- Considerando o sentido do poema, é aceitável a seguinte conclusão sobre a segunda estrofe: (1,0)

(A) como os homens podem aliar-se ao vício ou à virtude, a perversidade atinge todos eles.
(B) se todos os homens conseguissem distinguir entre o vício e a virtude, saberiam como vencer sua natureza perversa.
(C) quando se reconhece capaz de diferenciar o vício da virtude, o homem aceita o que há de ruim em seus semelhantes.
(D) embora todos os homens tenham a mesma natureza, diferenciam-se por aceitarem ou recusarem o vício e a virtude.
(E) os homens possuem uma essência maligna, portanto são adversos à virtude e somente aderem aos vícios.

4-Fazer a interpretação dos poemas compreendidos entre as páginas 130 a 140. (1,0)



Grupo 8: Tarcísio, Eron, Denysson, Letícia A., Virna

2-      Qual a classificação da poesia abaixo e quais suas características? (1,0)

Nariz de embono
com tal sacada,
que entra na escada
duas horas primeiro
que seu dono.

Senhora Dona Bahia,
nobre e opulenta cidade,
madrasta dos naturais,
e dos estrangeiros madre.

·        Texto para a questão 2.

Uma só natureza nos foi dada;
Não criou Deus os naturais diversos;
Um só Adão criou, e esse de nada.


Todos somos ruins, todos perversos,
Só nos distingue o vício e a virtude
De que uns são comensais, outros adversos.
(Gregório de Matos)

2- Considerando o sentido do poema, é aceitável a seguinte conclusão sobre a segunda estrofe: (1,0)

(A) como os homens podem aliar-se ao vício ou à virtude, a perversidade atinge todos eles.
(B) se todos os homens conseguissem distinguir entre o vício e a virtude, saberiam como vencer sua natureza perversa.
(C) quando se reconhece capaz de diferenciar o vício da virtude, o homem aceita o que há de ruim em seus semelhantes.
(D) embora todos os homens tenham a mesma natureza, diferenciam-se por aceitarem ou recusarem o vício e a virtude.
(E) os homens possuem uma essência maligna, portanto são adversos à virtude e somente aderem aos vícios.


* Leia o poema para responder à questão.

EPÍLOGOS

Que falta nesta cidade?........................Verdade
Que mais por sua desonra?..................Honra
Falta mais que se lhe ponha?...............Vergonha
O demo a viver se exponha
Por mais que a fama a exalta,
Numa cidade onde falta
Verdade, honra, vergonha.


3- Sobre o fragmento da poesia Epílogos, de Gregório de Matos, todas as alternativas estão corretas, EXCETO: (1,0)

(A) Valeu-lhe o apelido de “Boca do Inferno”, que se refere à sua capacidade de provocação.
(B) O aspecto satírico do poema é um dos traços que contribuiu para “abrasileirar” o Barroco.
(C) Há uma tentativa de fundir o aspecto material com o espiritual, representado pelo uso de antíteses perfeitas.
(D) Tem como objetivo provocar e ridicularizar os políticos e os que viviam para bajular os poderosos.
(E) O uso das palavras “verdade”, “honra”, “vergonha” nos finais dos versos constituem um recurso de linguagem para enfatizar a mensagem.
4- Fazer a interpretação dos poemas compreendidos entre as páginas 140 a 150. (1,0)



Grupo 9: Carla Isabella, Gabriel Lucas, Igor da Ressurreição, Marinna Mendonça, Manoel Felipe


2-      Qual a classificação da poesia abaixo e quais suas características? (1,0)

Pequei, Senhor, mas não porque hei pecado,
Da vossa piedade me despido,
Porque quanto mais tenho delinqüido,
Vós tenho a perdoar mais empenhado.
Se basta a vos irar tanto um pecado,
A abrandar-vos sobeja um só gemido,
Que a mesma culpa, que vos há ofendido,
Vos tem para o perdão lisonjeado.
Se uma ovelha perdida, e já cobrada
Gloria tal, e prazer tão repentino
vos deu, como afirmais na Sacra História:
Eu sou, Senhor, a ovelha desgarrada
Cobrai-a, e não queirais, Pastor divino,
Perder na vossa ovelha a vossa glória

·        Texto para questão 2.

Ardor em firme coração nascido;
pranto por belos olhos derramado;
incêndio em mares de água disfarçado;
rio de neve em fogo convertido:
tu, que em um peito abrasas escondido;
tu, que em um rosto corres desatado;
quando fogo, em cristais aprisionado;
quando crista, em chamas derretido.
Se és fogo, como passas brandamente,
se és fogo, como queimas com porfia?
Mas ai, que andou Amor em ti prudente!
Pois para temperar a tirania,
como quis que aqui fosse a neve ardente,
permitiu parecesse a chama fria.

2- O texto pertencente a Gregório de Matos e apresenta todas seguintes características:

(A) Trocadilhos, predomínio de metonímias e de símiles, a dualidade temática da sensualidade e do refreamento, antíteses claras dispostas em ordem direta.
(B) Sintaxe segundo a ordem lógica do Classicismo, a qual o autor buscava imitar, predomínio das metáforas e das antíteses, temática da fugacidade do tempo e da vida.
(C) Dualidade temática da sensualidade e do refreamento, construção sintática por simétrica por simetrias sucessivas, predomínio figurativo das metáforas e pares antitéticos que tendem para o paradoxo.
(D) Temática naturalista, assimetria total de construção, ordem direta predominando sobre a ordem inversa, imagens que prenunciam o Romantismo.
(E) Verificação clássica, temática neoclássica, sintaxe preciosista evidente no uso das síntese, dos anacolutos e das alegorias, construção assimétrica.


3. A preocupação com a brevidade da vida induz o poeta barroco a assumir uma atitude que:

(A) descrê da misericórdia divina e contesta os valores da religião;
(B) desiste de lutar contra o tempo, menosprezando a mocidade e a beleza;
(C) se deixa subjugar pelo desânimo e pela apatia dos céticos;
(D) se revolta contra os insondáveis desígnios de Deus;
(E) quer gozar ao máximo seus dias, enquanto a mocidade dura.

4. Fazer a interpretação dos poemas compreendidos entre as páginas 100 a 110. (1,0)


domingo, 6 de maio de 2012

Carta de Wagner Moura (PÂNICO NA TV)



“Quando estava saindo da cerimônia de entrega do prêmio APCA, há duas semanas em São Paulo, fui abordado por um rapaz meio abobalhado. Ele disse que me amava, chegou a me dar um beijo no rosto e pediu uma entrevista para seu programa de TV no interior. Mesmo estando com o táxi de porta aberta me esperando, achei que seria rude sair andando e negar a entrevista, que de alguma forma poderia ajudar o cara, sei lá, eu sou da época da gentileza, do muito obrigado e do por favor, acredito no ser humano e ainda sou canceriano e baiano, ou seja, um babaca total. Ele me perguntou uma ou duas bobagens, e eu respondi, quando, de repente, apareceu outro apresentador do programa com a mão melecada de gel, passou na minha cabeça e ficou olhando para a câmera rindo. Foi tão surreal que no começo eu não acreditei, depois fui percebendo que estava fazendo parte de um programa de TV, desses que sacaneiam as pessoas. Na hora eu pensei, como qualquer homem que sofre uma agressão, em enfiar a porrada no garoto, mas imediatamente entendi que era isso mesmo que ele queria, e aí bateu uma profunda tristeza com a condição humana, e tudo que consegui foi suspirar algo tipo “que coisa horrível” (o horror, o horror), virar as costas e entrar no carro. Mesmo assim fui perseguido por eles. Não satisfeito, o rapaz abriu a porta do táxi depois que eu entrei, eu tentei fechar de novo, e ele colocou a perna, uma coisa horrorosa, violenta mesmo. Tive vontade de dizer: cara, cê tá louco, me respeita, eu sou um pai de família! Mas fiquei quieto, tipo assalto, em que reagir é pior.
O que vai na cabeça de um sujeito que tem como profissão jogar meleca nos outros? É a espetacularização da babaquice.
O táxi foi embora. No caminho, eu pensava no fundo do poço em que chegamos. Meu Deus, será que alguém realmente acha que jogar meleca nos outros é engraçado? Qual será o próximo passo? Tacar cocô nas pessoas? Atingir os incautos com pedaços de pau para o deleite sorridente do telespectador? Compartilho minha indignação porque sei que ela diz respeito a muitos; pessoas públicas ou anônimas, que não compactuam com esse circo de horrores que faz, por exemplo, com que uma emissora de TV passe o dia INTEIRO mostrando imagens da menina Isabella. Estamos nos bestializando, nos idiotizando. O que vai na cabeça de um sujeito que tem como profissão jogar meleca nos outros? É a espetacularização da babaquice. Amigos, a mediocridade é amiga da barbárie! E a coisa tá feia.
Isso naturalmente não o impediu de colocar a cagada no ar. Afinal de contas, vai dar mais audiência
Digo isso com a consciência de quem nunca jogou o jogo bobo da celebridade. Não sou celebridade de nada, sou ator. Entendo que apareço na TV das pessoas e gosto quando alguém vem dizer que curte meu trabalho, assim como deve gostar o jornalista, o médico ou o carpinteiro que ouve um elogio. Gosto de ser conhecido pelo que faço, mas não suporto falta de educação. O preço da fama? Não engulo essa. Tive pai e mãe. Tinham pais esses paparazzi que mataram a princesa Diana? É jornalismo isso? Aliás, dá para ter respeito por um sujeito que fica escondido atrás de uma árvore para fotografar uma criança no parquinho? Dois deles perseguiram uma amiga atriz, grávida de oito meses, por dois quarteirões. Ela passou mal, e os caras continuaram fotografando. Perseguir uma grávida? Ah, mas tá reclamando de quê? Não é famoso? Então agüenta! O que que é isso, gente? Du Moscovis e Lázaro (Ramos) também já escreveram sobre o assunto, e eu acho que tem, sim, que haver alguma reação por parte dos que não estão a fim de alimentar essa palhaçada. Existe, sim, gente inteligente que não dá a mínima para as fofocas das revistas e as baixarias dos programas de TV. Existe, sim, gente que tem outros valores, como meus amigos do MHuD (Movimento Humanos Direitos), que estão preocupados é em combater o trabalho escravo, a prostituição infantil, a violência agrária, os grandes latifúndios, o aquecimento global e a corrupção. Fazer algo de útil com essa vida efêmera, sem nunca abrir mão do bom humor. Há, sim, gente que pensa diferente. E exigimos, no mínimo, não sermos melecados.
No dia seguinte, o rapaz do programa mandou um e-mail para o escritório que me agencia se desculpando por, segundo suas palavras, a “cagada” que havia feito. Isso naturalmente não o impediu de colocar a cagada no ar. Afinal de contas, vai dar mais audiência. E contra a audiência não há argumentos. Será?”

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Crônica do Amor (Arnaldo Jabor)



Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.
Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?
Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?
Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.
É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.
Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora namorar. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.
(Arnaldo Jabor)